Amaral Carvalho deve esclarecimentos à sociedade, afirmam vereadores
Câmara quer saber se hospital testou substância contra o câncer em humanos
Publicado em: 10 de novembro de 2015
O hospital Amaral Carvalho, de Jaú, terá 15 dias para responder se realizou testes clínicos com a fosfoetanolamina em humanos entre 1995 e 2000.
Durante audiência pública realizada no Senado Federal que discutiu os possíveis benefícios da substância em pacientes com câncer o professor Gilberto Chierice, do Instituto de Química da USP de São Carlos e principal pesquisador da droga, afirmou que o hospital testou a medicação em humanos. O principal entrave para a liberação da fosfoetanolamina pela Anivsa, que regula o setor, é justamente a falta de estudos que comprovem sua eficácia, embora sejam inúmeros os relatos sobre os benefícios da fosfo, como é chamada.
Requerimento assinado pelos vereadores Lucas Antunes (PSC) e Edson Souza de Jesus (PRP) pergunta se o hospital realizou esses procedimentos e onde estão os relatórios produzidos neste período. Além disso, os parlamentares querem saber os nomes dos diretores e responsáveis pelas áreas de pesquisa e oncologia na época e se a instituição manteve algum vínculo com o professor em assuntos envolvendo a fosfoetanolamina.
“Buscamos a verdade através deste requerimento, pois o hospital recebe verbas públicas. Precisamos saber porque a substância não está no mercado salvando vidas”, explica Antunes. “O próprio pesquisador disse que realizou pesquisas no Amaral Carvalho, que deve uma resposta à sociedade”, completa Jesus.
Para Niles Zambelo Jr. (PMDB), o requerimento é a oportunidade do hospital esclarecer o assunto e se defender sobre as declarações do pesquisador. “A partir de agora, as pessoas poderão questionar se o hospital não poderia ter encontrado a cura do câncer e evitado várias mortes, além de não contribuirem mais em suas campanhas. É uma instituição de referência e acho importante que forneça essas informações”.
Os três vereadores também assinaram Moção de Aplausos a Chierice, ao professor e pesquisador Salvador Claro Neto, também da USP de São Carlos e ao médico e pesquisador Renato Meneguelo pelo esforço e dedicação nos estudos sobre a fosfoetanolamina sintética.
Publicado por: Gabriel Pizzo Ottoboni - Assessor de Comunicação, Cerimonial e Eventos
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